Archive for the ‘ Music is my drug ’ Category

Like a song

Para começar, eu acho que o título do post não faz o menor sentido e eu não tinha mesmo nada melhor para colocar.

Fazia tempo que eu não atualizava aqui, certo? Some falta de criatividade, tédio, preguiça e vocês saberão os motivos da minha ausência.

Ainda hoje, não tenho a menor criatividade para escrever sobre algo, mas senti a necessidade de postar aqui. E, bem, eu não tenho uma vida interressante, logo, não posso falar sobre ela. Não tenho saído, não assisti a filme algum, minhas séries preferidas estão em hiatus, eu não faço idéia do que está ocorrendo no mundo da moda.. Então, só o que me resta é a música.

Eu sou uma viciada em música. Não consigo estar em lugar nenhum sem música. E há alguns meses, eu tenho ficado beeeem enjoada das coisas que normalmente ouço. E com a ajuda do lastfm, estou sempre descobrindo coisas novas.

Nesse último mês, as melhores descobertas que “fiz” foram, sem dúvidas, Paloma Faith, Lenka e VV Brown.

Paloma Faith é uma atriz e cantora britânica. Já foi dançarina burlesca e atuou em “O mundo imaginário de Doutor Parnassus”, ao lado de nomes de peso, como Jude Law e Johnny Depp. Das três, ela é sem dúvida, minha favorita. Quando ouvi “Do You Want The Truth Or Something Beautiful” (do cd de mesmo nome), me apaixonei instantâneamente.

Suas principais influências são Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday e sua sonoridade, bastante black. Talvez, o som que ela faça não seja tão original assim, já que temos inúmeros nomes do gênero, mesmo hoje em dia. Mas Paloma tem algo a mais. Tem uma teatralidade fantástica, é excêntrica, sem passar por ridícula, compõe suas canções com muita intensidade. Aliás, tudo em Paloma é intenso. Seu visual, suas letras, sua voz, tudo em perfeita harmonia, fazendo com que ela seja uma das cantoras de maior potencial nos dias atuais.

Ouça Upside Down, uma das mais divertidas do cd.

Lenka é uma cantora e atriz australiana. Inicialmente, era integrante de uma banda alternativa eletrônica, mas abandonou o grupo quando se mudou para Los Angeles e decidiu fazer carreira solo.

Sinceramente, eu fico muito feliz que ela tenha desistido da música eletrônica, caso contrário, eu não estaria falando dela, haha (já declarei minha repulsa por música eletrônica aqui? Acho que não, né?).

Lenka é bem diferente das outras duas. Sua música soa como indie pop, bastante doce e juvenil. A própria cantora já declarou que seu objetivo enquanto artista é trazer felicidade às pessoas. E ela faz isso com maestria. Seu cd, que leva seu nome como título, é como um  doce delírio, que te faz querer dançar a cada faixa e lhe transporta a um mundo onde a tristeza não existe. Mesmo nas canções onde retrata uma desilusão amorosa, ela faz isso de forma adorável.

Ouça The Show, a música que a apresentou ao mundo.

VV Brown é uma cantora britânica, de descendência caribenha. Em dezembro de 2008, ela foi nomeada para o prêmio BBC’s Sound of 2009, juntamente com outros astros, incluindo Frankmusik, Little Boots e Lady GaGa.

Vanessa, das três, é a mais complicada de explicar ou definir. Talvez porque faça um “purê de batatas musical”, como disse em uma entrevista.

Como Paloma, ela possui influências de Etta James e afins, mas não as apresenta em todas as faixas de seu cd, uma vez que podemos notar uma sonoridade do Garbage com pitadas de Cansei de Ser Sexy, na música Quick Fix, que abre o álbum Traveling Like The Light. Mas não se desespere por não gostar desse estilo. A faixa seguinte é a adorável Game Over, que soa absurdamente como a música que os Oompa Loompas cantam para Violet, na segunda versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. E toda essa mistura de elementos faz com que VV seja única em um mundo onde a música pop já está tão previsível.

Ouça Shark In The Water, uma das melhores faixas do cd.

E então, chegou ao fim. Espero que vocês (?) aproveitem as dicas e se divirtam, ouvindo essas 3 pérolas musicais da música atual.

Julia

Lily: a estrela do Brit Awards

Se ainda existe uma premiação que valha a pena acompanhar, é o Brit Awards. Creio que é porque eles valorizam os artistas de verdade, e não somente as ditas “modinhas”. Ok. Este foi o Brit Awards da  Gaga. Ela levou os três premios a que concorria. Fez uma (como sempre) excêntrica performance. Ousou (de novo) no Red Carpet. Bem previsível, na verdade. Não me entendam mal. Eu confesso que não gosto da Gaga, mas tudo o que ela tem, fez por merecer. Mas desta vez, eu não fiquei surpresa com nada que veio dela.

Quem definitivamente me surpreendeu, foi minha não-tão-adorável Lily Allen. Eu sou muito fã dela. Mas para mim, ela sempre foi uma cantora banquinho e microfone. Sem super produções, sem danças, playbacks e derivados e é por isso que eu a adoro. Por essas razões, eu fiquei totalmente boquiaberta com a sua apresentação.

Cantou The Fear, 1° single do álbum It’s Not Me, It’s You, em um palco com um maravilhoso cenário urban+pop art, cercada de bailarinos perfeitamente sincronizados, foi patriota e também crítica da sociedade de seu país e ainda ensinou a todas as outras atrações como se faz um verdadeiro show.

Só levou um, dos quatro prêmios em que concorria: melhor cantora britânica. Não que ela precisasse de mais. Chamou atenção no red carpet com um exótico figurino. Levou o melhor prêmio da noite. Fez a melhor performance da noite e ainda causou um extremo desconforto aos organizadores do evento, ao fazer seu discurso de vencedora, que mais expressava desapontamento.

Não teve para Lady Gaga, Cheryl Cole ou Florence. Lily Allen foi a estrela da noite.

O vídeo da sensacional performance: